Anapec: Passado, Presente e Futuro.

A história da Anapec nos remete a três cenários: sua fundação, em 1991, sua atualidade já no começo do século XXI e as expectativas nos anos vindouros. A visão dos fundadores, há quase vinte anos, foi acertada na medida dos problemas que surgiriam para a vida dos aposentados e pensionistas assistidos pela Ceres. Vale lembrar que os anos 80 e 90 foram marcados pela cruel espiral da inflação monetária e o que se viu foi a deterioração de empreendimentos nos variados setores da economia. A má gestão empresarial levou os governos mais apressados na tentativa de obter, via fundos de pensão, os recursos e capitalização de empresas em situação pré-falimentar. À época, os investimentos só foram salvos graças a uma ação da Anapec que impediu a participação da nossa Fundação nos obscuros leilões dos “papéis podres”. Fica aos mais velhos aposentados da Embrapa e da Embrater, esse eterno crédito de socorro ao seu fundo de pensão.

Quem ler as páginas do “Livro de Reuniões da Diretoria” ou as “Atas das Assembleias Gerais da Anapec” tomará conhecimento dos árduos caminhos no âmbito forense, nas várias instâncias e cortes na Capital da Republica para sempre lutar na defesa dos interesses dos aposentados/pensionista, e por que não, da própria Ceres? Centenas de processos judiciais tiveram a orientação e o acolhimento da Anapec a fim de esclarecer histórias que poderiam ser extremamente nocivas aos direitos financeiros e emocionais dos nossos Associados. Por exemplo: quem não foi vítima do plano Real, em julho de 1994? Está, também, em nossos arquivos, a ingente batalha capitaneada pela Associação em favor da Ceres, para que a União Federal cumpra a imposição legal como sucessora da Embrater, uma das suas Patrocinadoras-Instituidoras, hoje extinta. Esta inadimplência da União para com a Fundação Ceres compõe episódios de marchas e contramarchas, múltiplas audiências, incessantes peregrinações por Gabinetes de Brasília, ademais dos sofridos e reiterados esclarecimentos diante das mais variadas autoridades de todos os níveis, sejam aquelas omissas ou as mal-informadas.

Nestes tempos da informação globalizada, nossa postura administrativa não poderia ser diferente. No que respeita aos nossos interesses, as macro-decisões, aliadas às complexidades no mundo dos negócios, podem tornar fortemente vulnerável a garantia que almeja o participante do fundo de pensão. Impõem-se cuidados especiais com a interferência de agentes externos aos interesses-objetivos dos aposentados/pensionistas. Em tempo hábil, a atenção dos dirigentes da associação deverá firmar-se nas garantias de informações adequadas para interpor as salvaguardas, a fim de impedir decisões que possam por em risco o nosso fundo de pensão.

Brasília, 2010.

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